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Quando eu pensei pela primeira vez sobre o Direito Gamer?

O Orkut foi uma rede social que permitia se conectar com amigos, criar e participar de comunidades e jogar! Jogar? É... Assim como ocorre atualmente no Facebook, no Orkut era possível jogar online com seus amigos. Um dos jogos de sucesso era a Colheita Feliz.

Quem lembra? Digite "eu lembro" nos comentários.

Os jogadores podiam comprar (com dinheiro real) melhorias para a fazenda e adquirir sementes e animais raros. Minha mãe amava esse jogo! Durante um evento temático do jogo, ela tentou comprar 500 moedinhas do jogo (acredite, isso era muito.) Ela aguardou... dias se passaram e nada...

Vocês conseguem imaginar a frustração???

Minha mãe conseguiu pedir o estorno da compra no cartão, mas havia perdido a oportunidade de participar do evento temático que tanto queria.

Naquela época, algumas perguntas surgiram:

- e se o banco não devolvesse o dinheiro? Quem responderia pela devolução?

- e se fossem entregues menos moedinhas do que o prometido? A quem seria direcionada uma reclamação?

- e se depois de fazer a compra, investir dinheiro, fosse bloqueado o acesso ao jogo?

Em busca de respostas concretas para perguntas como essas, eu me dediquei ao estudo do Direito Gamer, analisando especificamente várias leis, doutrinas e jurisprudências aplicáveis no contexto das atividades que compõem o universo dos jogos eletrônicos e seus agentes.

Atualmente, o advogado atuante no Direito Gamer tem missão de reinterpretar o Código de Defesa do Consumidor à luz das dinâmicas digitais, garantindo efetiva proteção à parte hipossuficiente: o jogador. Seja por meio da responsabilização objetiva das plataformas, do dever de informação qualificado ou da limitação de práticas abusivas, a atuação jurídica deve caminhar para uma aplicação inovadora, buscando a segurança jurídica em um mercado que, embora disruptivo, não pode estar à margem da justiça.

Já segue saber mais sobre quais são os seus direitos como #player

#direitogamer
#nãoésóumjoguinho

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