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Novas diretrizes da Academia Americana de Oftalmologia para rastreamento da retinopatia por hidroxicloroquina — revisão 2025

A Academia Americana de Oftalmologia (AAO) publicou a atualização de suas recomendações para o rastreamento da retinopatia por hidroxicloroquina (HCQ), revisando o documento de 2016 que se tornou referência mundial. O novo consenso, aprovado em outubro de 2025 e publicado na revista Ophthalmology, incorpora avanços no entendimento da doença e redefine condutas práticas para o oftalmologista.

A dose diária recomendada permanece em até 5,0 mg/kg de peso real. Para pacientes com obesidade grave, o limite máximo é de 400 mg/dia. Doses próximas a 6,0 mg/kg/dia aceleram significativamente o risco, podendo produzir sinais de toxicidade já nos primeiros anos de uso.

Entre os fatores de risco atualizados, destacam-se a doença renal, o uso concomitante de tamoxifeno e o início da terapia em idade mais avançada. Homens parecem apresentar menor risco que mulheres em doses e durações comparáveis.

O OCT de domínio espectral é agora o exame primário de rastreamento, acompanhado pela autofluorescência de fundo de campo amplo. O campo visual automatizado e o ERG multifocal passam a ser considerados testes confirmatórios, e não mais ferramentas primárias. Algoritmos como o 24-2C permitem avaliar simultaneamente as regiões parafoveal e pericentral.

O documento enfatiza a importância do exame basal logo após o início da HCQ e recomenda rastreamento anual, que pode ser adiado nos primeiros cinco anos na ausência de fatores de risco relevantes. Pacientes de ascendência europeia tendem a apresentar padrão parafoveal, enquanto pacientes de ascendência asiática oriental exibem mais frequentemente o padrão pericentral — mas exceções são comuns.

Quando a toxicidade é identificada precocemente, antes de dano extenso à zona elipsoide e à membrana limitante externa, a progressão após a suspensão do fármaco é geralmente limitada. Casos avançados, porém, podem progredir de forma inexorável.

📄 Marmor MF et al. Ophthalmology 2026;133:439–450.

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oct, maculopatia, oftalmologia, retina, hidroxicloroquina

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