Driblar a cultura da magreza excessiva começa por redirecionar a energia: menos comparação, mais inspiração. Quando pensamos em referências como Lélia Gonzalez, Frida Kahlo ou Elza Soares, fica claro que o que as tornou históricas não foi adequação a um padrão corporal, mas potência criativa, intelectual e política. O “corpo perfeito” muda conforme o tempo e o lugar, e quase nunca inclui a maioria das pessoas.
Talvez o primeiro passo seja revisar o que consumimos: dar unfollow em conteúdos que despertam culpa, dismorfia ou terrorismo alimentar, e abrir espaço para corpos reais e diversos. Como diz Naomi Wolf em “O mito da Beleza”, a obsessão pela magreza fala mais sobre controle do que sobre beleza.
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