É uma relação que só se sustenta se nenhuma das partes evoluir, ou seja passar a colocar cada vez mais em prática suas virtudes, e com isso, começar a brilhar (deixando de ser sombra).
É curioso notar que Aristóteles não tratou exatamente desse tipo de caso: de pessoas que se unem por via dos vícios que possuem, o que daria para chamar de relação viciosa.
Ele tratou apenas, da relação de caráter, em que a união em que a “cola” entre duas pessoas está nas virtudes que possuem;
e da relação instrumental (o que inclui a de prazeres) em que duas pessoas se unem por via não de vícios e virtudes que possuem especificamente, mas por interesses individuais que no momento se “tocam”.
É o caso daquelas relações em que um “usa o outro para conseguir o que quer, como, por exemplo, em uma sociedade de negócios em que ambos visam apenas o sucesso financeiro pessoal, ou ainda aquelas relações em que um vê o outro como apenas uma companhia para ir para festas.
E já que estamos falando de vício...
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