Enquanto a maioria segue lendo balanço por múltiplos, fundos institucionais sérios operam com modelos estruturais de risco como o de Merton (1974) — um framework matemático que modela o valor do equity como uma opção europeia sobre os ativos da empresa.
No núcleo, o modelo assume que:
• O valor dos ativos da firma (V) segue uma difusão geométrica (GBM):
dV = μV dt + σV dW,
onde μ é o retorno esperado dos ativos, σ a volatilidade dos ativos e dW um movimento browniano.
• A estrutura de capital é simples: apenas equity e dívida com vencimento T e valor nominal D.
• O acionista é modelado como um portador de uma call europeia sobre V com strike D e vencimento T.
O que isso significa?
Se no vencimento a firma não tiver ativos suficientes (V < D), o acionista abandona a empresa — e o default ocorre. Se V > D, ele exerce seu “direito” e fica com os ativos, pagando D.
A probabilidade de default implícita é derivada como:
P(default) = N(–d2)
Onde d2 = [ln(V/D) + (r – 0.5σ²)T] / (σ√T)
(N...
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