Redes neurais são ferramentas poderosas, mas no mercado financeiro elas não funcionam como bola de cristal.
O processo é claro: você define uma variável alvo, por exemplo o preço futuro de um ativo.
A rede gera uma previsão, que quase sempre será ruim no início.
Comparamos previsão e preço real, calculamos o erro.
Esse erro volta para dentro da rede via backpropagation, ajustando os pesos.
A cada batch e a cada epoch, ela tenta reduzir o erro.
Depois de muitas iterações, o erro diminui até atingir um ponto de saturação, onde os ajustes quase não fazem diferença.
O problema: prever preço é quase impossível, o ruído é maior que o sinal.
O resultado, na maioria dos casos, é overfitting — modelos que parecem bons em backtest mas falham no mercado real.
O caminho certo não é treinar rede para prever candles, mas para classificar eventos que sabemos que movem preço.
Um exemplo: usar redes recorrentes para analisar discursos de policy makers e extrair tom hawkish/dovish.
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