O que mais choca não é apenas a notícia da queda, da crise ou do ferimento — é o clima de normalização da humilhação. Quando um ex-presidente aparece fragilizado, doente, machucado, e parte do sistema reage com silêncio, ironia ou indiferença, algo está muito errado.
A Justiça deveria ser sinônimo de equilíbrio e humanidade, não de intimidação psicológica nem de demonstração de força.
Alexandre de Moraes concentra um poder que assusta não pelo cargo, mas pela forma como é exercido. O rigor seletivo, a dureza sem empatia e a ausência de limites claros passam a sensação de que não se busca justiça, mas exemplo — e isso é perigoso em qualquer democracia.
Ninguém está acima da lei, mas ninguém deveria estar abaixo da dignidade humana.
Quando decisões parecem ignorar a saúde, o contexto e o respeito mínimo à pessoa, o que se vê não é autoridade: é covardia institucional. Hoje é um, amanhã pode ser qualquer outro que desagrade.
Quem aplaude esse método precisa se perguntar se estaria confort...
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