Comparar-se parece inofensivo.
Mas, na clínica, quase sempre aparece como fonte de sofrimento.
A comparação desloca o sujeito do próprio tempo,
do próprio ritmo,
do próprio desejo.
Ela cria a ilusão de que existe um “lugar certo” onde todos deveriam chegar —
e, ao mesmo tempo, a sensação constante de estar atrasado na própria vida.
Como já alertavam Sigmund Freud, Carl Gustav Jung e tantos outros,
quando o olhar fica preso no outro,
o contato consigo se perde.
Não adoecemos por sermos quem somos.
Adoecemos quando tentamos ser quem não somos.
Cada história tem um tempo.
Cada processo é singular.
Cada sujeito tem seu próprio caminho.
A comparação já te fez duvidar de si em algum momento?
Salve este post para reler com calma.
—
Dr. Rodrigo Araújo
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