A busca incessante pelo desempenho distorce nossa percepção de valor ao criar a ilusão de que a dignidade e a felicidade são prêmios futuros, dependentes de mais validação, mais resultados e segurança.
Essa mentalidade nos leva a tratar a própria vida e o corpo como um “projeto de redenção pessoal”, onde acreditamos que só seremos felizes quando alcançarmos um determinado patamar.
Consequentemente, buscamos no desempenho um valor que nunca vem e no controle uma segurança que não se sustenta, o que gera cansaço, ansiedade e medo do futuro. Ao tentar validar nossa existência através de horas excessivas de trabalho ou comparações com a vida alheia, acabamos gastando tempo e energia vital para tentar acessar algo que já é nosso, pois as conquistas deste mundo não foram feitas para suportar o “peso da nossa existência”
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