O ego não nasce pronto. Ele é construído.
A construção do ego começa no momento em que o ser humano percebe que existe como indivíduo separado do mundo. A criança, ao ouvir seu nome, ao receber aprovação ou reprovação, começa a formar uma imagem de si mesma. Essa imagem não é quem ela é, mas quem ela aprende a ser para sobreviver.
O ego é, antes de tudo, um mecanismo de adaptação. Ele organiza experiências, cria limites e dá coerência à identidade. Sem ego, não há direção, ambição, comparação ou senso de continuidade. É o ego que permite dizer “eu”, estabelecer objetivos e se posicionar no mundo.
A família é o primeiro arquiteto. Expectativas, elogios, críticas e ausências moldam crenças internas: “sou capaz”, “não sou suficiente”, “preciso agradar”, “preciso dominar”. Em seguida, a escola, o grupo social e a cultura refinam esse molde. O ego aprende regras invisíveis: o que gera aceitação, status, segurança ou exclusão.
Com o tempo, o ego passa a se fortalecer por identificação. ...
Suggested Credits
Tags, Events, and Projects