A apneia obstrutiva do sono (AOS) é muito mais do que apenas uma via aérea estreita.
A fisiopatologia dessa condição envolve uma combinação complexa de fatores anatômicos e não anatômicos que determinam o risco de colapso das vias aéreas durante o sono.
Tradicionalmente, a AOS foi associada principalmente a alterações estruturais — como vias aéreas superiores estreitas ou mais colapsáveis. No entanto, pesquisas recentes mostram que outros mecanismos fisiológicos desempenham um papel igualmente importante.
Entre esses fatores destacam-se:
🔹 Baixa responsividade dos músculos dilatadores da via aérea, que deveriam manter a passagem do ar aberta durante o sono.
🔹 Baixo limiar de despertar, fazendo com que o paciente acorde facilmente diante de pequenas alterações respiratórias.
🔹 Instabilidade no controle ventilatório, conhecida como alto ganho de malha (high loop gain), que gera oscilações na respiração.
Estudos com ressonância magnética e análises fisiológicas mostram ainda que f...
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