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A dor associada à disfunção temporomandibular vai muito além de alterações locais na articulação ou na musculatura mastigatória. O artigo em destaque explora, por meio de ressonância magnética funcional em estado de repouso, como pacientes com DTM dolorosa apresentam mudanças na organização das redes cerebrais, especialmente na eficiência local e no grau de integração das conexões neurais. Esses achados reforçam a compreensão da DTM dolorosa como uma condição que envolve alterações no processamento central da dor. Além disso, o estudo demonstra associação entre essas alterações cerebrais e sintomas emocionais, como ansiedade e depressão, apontando para uma interação direta entre dor crônica e regulação emocional. Embora os resultados ainda sejam exploratórios, eles oferecem respaldo neurobiológico ao modelo biopsicossocial da DTM e reforçam a necessidade de abordagens terapêuticas que considerem não apenas o sistema mastigatório, mas também os mecanismos centrais de modulação da dor. V...

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