Este artigo aborda um dos temas mais sensíveis e, ao mesmo tempo, mais mal compreendidos na prática clínica da DTM: a associação entre disfunções temporomandibulares e somatização. Em vez de reduzir o paciente com DTM a uma alteração mecânica da articulação ou a um quadro muscular periférico, os autores constroem uma análise que integra dor, sistema nervoso central, comportamento, emoção e percepção corporal. O texto convida o leitor a refletir se parte da persistência dos sintomas em determinados pacientes não está relacionada à forma como o organismo processa e amplifica sinais corporais, e não apenas à presença de um fator estrutural local. Outro aspecto que torna o artigo particularmente relevante é a forma como ele articula a DTM dentro de um modelo biopsicossocial contemporâneo, alinhado ao DC/TMD, mas avançando para conceitos como sensibilização central, dor nociplástica e alterações neurobiológicas. A revisão discute como a somatização pode influenciar intensidade da dor, duraç...
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