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A compreensão dos mecanismos centrais da dor avançou significativamente com a publicação deste artigo, que documenta, pela primeira vez em humanos, a ocorrência direta da depressão alastrante cortical durante uma crise de enxaqueca com aura. Utilizando eletroencefalografia intracraniana, os autores demonstraram de forma inequívoca a propagação lenta da atividade cortical anormal, iniciando-se no córtex occipital e avançando por outras regiões cerebrais, em perfeita correlação com os sintomas clínicos da aura e o início da cefaleia. Você sabe o que esse artigo muda na compreensão da dor facial e da DTM? Será que existe relação direta entre enxaqueca e DTM? A aura pode ser interpretada como um evento cortical mensurável? O conhecimento desse artigo irá mudar a abordagem terapêutica da dor orofacial crônica? Esse achado tem implicações profundas para a odontologia do sono, a DTM e a dor orofacial crônica. Ele reforça que muitas dores percebidas como “periféricas” são, na realidade, expre...

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