Teoria da Cadeira na Psicanálise
Na clínica, a cadeira nunca é só um objeto. Ela marca lugar. E lugar, em psicanálise, é posição subjetiva.
Quem senta?
Como senta?
Fica na ponta, como quem pode fugir?
Afunda no encosto, como quem quer desaparecer?
Cruza os braços? Se encolhe? Se expande?
A cadeira sustenta o corpo, mas também revela o modo como o sujeito ocupa o mundo.
Em Sigmund Freud, o divã surge justamente para deslocar o olhar e permitir que a palavra apareça sem a censura do outro. A posição física interfere na posição psíquica.
A “teoria da cadeira”, portanto, não é uma teoria formal. É uma metáfora clínica.
Ela nos convida a observar:
Qual é a cadeira que você ocupa nas suas relações?
A de quem pede?
A de quem controla?
A de quem suporta tudo em silêncio?
Na análise, muitas vezes o trabalho começa quando o sujeito percebe que está sentado em um lugar que não escolheu conscientemente. E pode, então, mudar de posição.
Porque mudar de cadeira não é sobre trocar de móvel.
É...
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