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Relacionamentos tóxicos não começam tóxicos. Eles começam familiares. Na psicanálise, a pergunta não é só “por que o outro faz isso comigo?”, mas “o que em mim reconhece isso como casa?”. A gente tende a repetir. Repete a ausência, a rejeição, a instabilidade. Repete a tentativa infantil de finalmente ser visto, escolhido, amado. O parceiro muda. O roteiro não. Você diz que quer alguém diferente. Mas se envolve com o mesmo perfil emocional, com pequenas variações. Isso não é azar. É repetição. Freud chamou isso de compulsão à repetição: o inconsciente nos empurra para reviver aquilo que não foi elaborado. A fantasia é que, dessa vez, o final será diferente. Quase nunca é. Quebrar o ciclo exige reconhecer o padrão: • Você se sente atraído por quem é indisponível? • Confunde intensidade com amor? • Tolera o mínimo e chama de “esforço”? • Precisa salvar para se sentir necessário? Enquanto o conflito interno não é simbolizado, ele será encenado nos vínculos. Terapia não serve para ...

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