Falar de saúde mental no Brasil sem lembrar de Nise da Silveira é ignorar uma ruptura histórica.
Enquanto a psiquiatria tratava sofrimento com contenção e choque, ela escolheu escuta e expressão. Recusou a lógica da violência institucional e abriu espaço para que pessoas em sofrimento psíquico fossem vistas como sujeitos, não como diagnósticos.
Nos ateliês que criou, o que aparecia nas telas não era “arte de loucos”. Era linguagem do inconsciente. Era tentativa de existir. Era simbolização onde antes só havia silêncio e exclusão.
Nise nos lembra de algo essencial: tratamento não é controle. É vínculo.
Não é calar o sintoma. É compreender o que ele comunica.
Se hoje falamos em cuidado humanizado, é porque alguém enfrentou o modelo dominante lá atrás.
#terapiaonline #psicoterapiaonline #atendimentoonline