Isso não é “normal”. É comum. E comum não significa saudável.
Quando uma criança vira confidente de adulto, começa uma inversão de papéis. Ela sai do lugar de filha e ocupa o lugar de apoio emocional. Na psicanálise, isso é entendido como uma falha na função parental. A criança aprende que precisa sustentar o outro para manter o vínculo. Cresce vigilante, lendo o humor das pessoas, antecipando conflitos, tentando não incomodar.
Ficar preocupada demais com o estado emocional dos outros costuma ser um sinal de hipervigilância afetiva. Não é empatia pura. É medo de perder amor, de provocar rejeição, de ser abandonada.
Sentir-se invisível geralmente nasce de um ambiente onde suas necessidades não eram prioridade. Para ser aceita, ela se adapta. Silencia desejos. Diminui opiniões.
Quando a opinião é ridicularizada, a mensagem que fica é clara: “o que você pensa não importa”. Com o tempo, essa criança pode virar um adulto que duvida da própria percepção, pede desculpas por existir e tem ...
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