Pela psicanálise, crianças e adolescentes não nascem prontos. Eles se constroem na relação.
É no encontro com os cuidadores, nas palavras que recebem, nos silêncios, nos limites e nas faltas que o sujeito vai se formando.
O adulto não molda tudo, mas marca. A forma como acolhe, frustra, escuta e responde ajuda a criança a organizar o que sente e a dar sentido ao mundo.
Por isso, comportamento não surge do nada. Ele é uma resposta psíquica à história que está sendo vivida.
A adolescência, então, não é ruptura sem causa. É um tempo de reorganização, onde aquilo que foi inscrito na infância é questionado, ressignificado e, muitas vezes, confrontado.
Na psicanálise, educar não é fabricar. É sustentar presença, oferecer referência e permitir que cada sujeito encontre seu próprio modo de ser.
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