Em Manaus, a cultura é tratada como se fosse um peso morto. O “Sou Manaus” até tenta brilhar, mas revela mais um palco para artistas de fora do que uma vitrine para quem cria aqui. Parintins e Bahia investiram em seus talentos e hoje exporta música, gera turismo e renda. Nós esquecemos nosso passado, ignoramos nossos nomes e não abrimos espaço para novos. Manaus poderia ser celeiro de artistas, mas virou vitrine de interesses políticos. O “Sou Manaus” acaba hoje, mas nossa capital segue suja, esburacada, sem transparência, sem planejamento cultural e com gestores que usam o evento como palanque. O resultado é uma cidade que paga caro, pra quem vem de fora, mas não revela seus talentos amazonenses. Além de tudo, ainda tem a falta de transparência, ninguém sabe o valor dos cachês dos artista e dos influenciadores digitais.
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