Às vezes a travessia exige persistência,
exige paciência, exige experiência.
O pulo nem sempre simboliza algo instantâneo, mas o avanço, que vem do “se lançar”.
É só ele que te faz acessar.
Por vezes, o próximo degrau não está a um passo, mas a um salto.
No limiar o caminho antigo vai se fechando, enquanto o novo, ainda se faz difícil de alcançar.
Por isso, é preciso sustentar.
Desenvolver o corpo que comporta o movimento de atravessar.
Sozinhos na imensidão de um mundo que se parte, assim nos sentimos nessa parte,
do caminho.
O chão antes firme, passa a ser um fragmento.
E nesse momento, é preciso admitir: o que me trouxe aqui, já não garante o expandir.
Só um voo breve e corajoso garantirá a ida.
Como disse David Lloyd George:
“Não tenha medo de dar grandes saltos.
Você não consegue atravessar um abismo
dando dois pulos pequenos.”
Que possamos ter a coragem de recuar para tomar impulso, e a sabedoria de nos lançarmos ao alto, quando o pé no chão, pedir mais esp...
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