Você diz: “Esse é meu jeito”.
Mas... e se o seu jeito for só uma soma de vícios que você normalizou?
Nietzsche dizia que o homem precisa de hábitos.
Mas o hábito também pode ser o lugar onde enterramos tudo aquilo que nos incomodava.
Você parou de tentar melhorar — e chamou isso de aceitação.
Mas aceitar sem se corrigir… é só desistência com um nome bonito.
Vivemos em uma época que glorifica a autenticidade, mas foge do incômodo.
Tudo precisa ser leve, espontâneo, confortável.
Mas o crescimento nunca foi leve.
E pensar dói.
Moldar a si mesmo dói.
Sócrates dizia:
“Uma vida não examinada não vale a pena ser vivida.”
Mas hoje, se você se examina demais, dizem que está se cobrando demais.
Se corrige alguém, está sendo “intolerante”.
A autocorreção virou ofensa.
A reflexão virou ameaça.
Por isso, cada vez mais pessoas vivem anestesiadas.
Repetem padrões como se fossem virtudes.
Defendem seus erros como identidade.
E no fundo...
só desistiram de evoluir.
Você não se aceita como é.
Você ...
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