Sempre podemos recomeçar.
Sair de uma “prisão na Sibéria”. Deixar os grilhões de nossos cárceres internos, às vezes tão antigos e até cômodos.
Antes, poderemos suportar dias de incerteza e desânimo, sem nunca perder a esperança a cada novo amanhecer: é o Sol anunciando que é um novo dia, uma nova vida.
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Fiódor Dostoiévski é, sem dúvida, um dos meus autores preferidos. No livro “Recordações da Casa dos Mortos” ele conta, por meio da narrativa de Alexandre Petrovich, os dez anos que esse personagem passou em uma prisão de trabalhos forçados na Sibéria.
Assim como “Memórias do Subsolo”, que também narra as experiências de Dostoiévski na Sibéria, e “Crime e Castigo”, a obra é inspirada nas lembranças do autor russo, que passou quatro anos em uma dessas prisões siberianas. Ele foi salvo do fuzilamento no momento de sua execução, por um perdão da realeza — e essa nova oportunidade de viver, Dostoiévski nunca esqueceu.
Tod...