São mais de dez anos longe de casa, e ainda assim o Brasil nunca deixou de ser meu lar.
Existe uma dor silenciosa em partir, mas também uma esperança legítima em buscar novos caminhos, crescer e realizar sonhos. Com o tempo, porém, a gente percebe que a origem não se apaga. Ela permanece viva dentro de nós, pulsando, chamando, lembrando quem somos.
As memórias, o sangue, o amor, o pertencimento… tudo continua enraizado na nossa história, na família, na terra que nos viu nascer. E chega um momento em que entendemos: por mais distante que estejamos, existe sempre um chamado interior para retornar, ainda que seja no coração.
Porque lar não é turismo, conforto ou qualquer lugar bonito no mundo. Lar é raiz. É vínculo. É o chão de onde viemos. E quando negamos isso, negamos também parte da nossa própria história, da nossa identidade, da nossa essência.
Talvez seja por isso que tantas pessoas tentem preencher certos vazios com viagens, conquistas ou bens materiais. Mas há um vazio que nada...
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