Perdi as contas de quantas vezes fui incompreendida.
Sentia medo da vida, das pessoas ao meu redor.
Vivendo em constante estado de luta ou fuga, eu tentava me justificar, buscava ser aceita pela minha família, pelos amigos e nos relacionamentos.
Mas nunca deixei transparecer…
Eu precisava ser forte.
Desabar não era uma opção.
Quando me tornei psicoterapeuta relacional, ainda buscava respostas —
Mas entendi, com o tempo, que elas não estavam lá fora. Estavam dentro de mim.
Sofri tentando encontrar algo que desse sentido à minha existência.
Busquei em tantas coisas… e me decepcionei em todas.
Nada preenchia o vazio.
Nada curava a minha depressão.
Nada acalmava a ansiedade ou a bulimia.
Os fragmentos da minha história estavam ali, gritando dentro de mim.
Mas eu não os enxergava.
Culpava os outros pela minha infelicidade.
Terceirizava a dor para a vida, para o destino, até mesmo para Deus.
Até que um dia… a ficha caiu.
Percebi o quanto estava longe de mim.
Descobri que não me amava.
E q...
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