Pesquisas em neurociência revelam algo
surpreendente, mas profundamente sentido por quem já amou um animal: a dor pela perda de um cão não é menor do que a perda de um ente querido humano - ela é diferente, mais complexa, mais enraizada em vias profundas da afetividade.
Estudos com ressonância magnética funcional demonstram que a perda de um cão ativa no cérebro as mesmas áreas associadas ao luto por um filho.
Mas há algo ainda mais impressionante: os cães acessam regiões cerebrais associadas ao amor incondicional, áreas raramente estimuladas nas relações humanas. Enquanto interações humanas ativam cerca de 147 vias neurais, os cães ativam mais de 300, dobrando os circuitos emocionais envolvidos.
Além disso, os cães liberam cinco vezes mais
oxitocina - o hormônio do amor e do vínculo - do que os humanos, o que reforça uma ligação bioquímica intensa e visceral.
Quando um cão morre, o cérebro humano sofre uma retirada abrupta dessa substância, provocando sintomas comparáveis a abstinênci...
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