Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa existe porque o Brasil tem uma dívida histórica com as religiões de matriz africana.
Existe porque terreiros foram invadidos, símbolos sagrados destruídos e lideranças espirituais adoeceram — e morreram — por causa do ódio travestido de fé.
Falar de intolerância religiosa é falar de racismo religioso.
Não é sobre discordar de crenças.
É sobre quem pode existir em paz e quem sempre precisou resistir para sobreviver.
Mãe Gilda de Ogum se tornou símbolo dessa luta porque sua história revela o que muitos tentam esconder:
A violência contra o sagrado africano não é exceção, é estrutural.
Esse dia nos lembra que:
🕯️ fé não se impõe
🕯️ espiritualidade não autoriza violência
🕯️ respeito não é favor, é direito
Mais do que tolerar, é preciso reconhecer, proteger e reparar.
Porque enquanto um terreiro for atacado, nenhuma liberdade religiosa estará completa.
Que hoje não seja só lembrado —
que seja assumido.
Axé é vida.
E vida não se persegue....
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