A manchete:
“Engenheira de 24 anos terá 1º emprego no setor público com salário de R$ 20 mil.”
Imediatamente, quem não é da Geração Z:
“Ah, agora sim ela quer trabalhar.”
“Essa geração é mimada, só quer emprego bom.”
“Começar com R$ 20 mil? Isso não é a realidade.”
Mas deixa eu contar uma coisa que talvez incomode:
A Geração Z não tem preguiça de trabalhar.
Ela só recusa trabalhar no automático.
Essa jovem engenheira é símbolo de uma geração que estuda, se prepara e que, sim, busca propósito, estabilidade e retorno financeiro desde o início — e não só depois de anos se sacrificando sem saber o porquê.
Eles não querem viver o roteiro de “ralar até os 40 para começar a viver aos 60”.
Querem viver agora, trabalhar com impacto agora, ganhar bem agora.
E isso assusta.
Assusta porque essa geração expõe um modelo de trabalho que, por muito tempo, foi aceito sem questionamento: jornadas exaustivas, pouco reconhecimento, líderes ausentes e estruturas engessadas.
Assusta porque obriga...
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