A bebê que dormiu em meu peito
partiu.
A criança que correu pelos corredores
passou.
A menina que me olha nos olhos
já ensaia a despedida.
Cada uma deixa de existir
para que a outra nasça.
De vez em quando volto
para visitá-las.
Revejo em fotos, vídeos,
ouço suas risadas antigas.
Às vezes rio.
Às vezes choro.
É a mesma, mas não.
Minha saudade é assim:
amo as de ontem
e a de agora, mas
nunca posso tê-las
ao mesmo tempo.
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