Cecília Meireles perguntou: “Depois que se navega, a algum lugar, enfim, se chega?”
Chega, sim. Mas não é um lugar que se desenha no mapa. O mar, esse mistério que tentamos domesticar com bússolas e GPS, continua sendo o que sempre foi: ondas que quebram e acalmam, tempestades que assustam e ensinam. Maior que a gente, mais complexo e profundo do que conseguimos medir.
E quem navega? Nunca volta o mesmo. A tempestade refaz a alma, a calmaria ensina a escutar o tempo. Porque o destino, no fim das contas, nunca foi o cais. O destino é o que a gente se torna enquanto navega.
Está chegando a hora de embarcar de novo, que seja com um novo jeito de navegar. Um jeito bonito, um jeito humano.
Feliz navegador novo.
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