O tempo vai passando, e a vida que a gente conhece começa a sumir devagar, num silêncio que invade os dias, levando junto aqueles que ajudaram a criar o nossa época.
O “coroa” era como se fosse parte da nossa família. Lembro-me das noites sentado no chão da sala, aos pés dos meus avós, assistindo ao “Topa Tudo por Dinheiro” e à “Porta da Esperança”. Ainda posso ouvir a risada estranha do meu avô e ver minha avó com os óculos tortos, olhando para a TV, rindo e se emocionando ao mesmo tempo. São memórias que ficam gravadas na gente.
A comunicação é muito poderosa, e ele escolheu comunicar alegria. Pintava o mundo de fora com as cores que trazia dentro de si.
Uma vez li o que Eliane Brum escreveu para uma coluna de jornal, que o nosso mundo começa a morrer antes de nós, quando leva consigo aqueles que marcaram o nosso tempo. Sílvio deixa uma brecha na paisagem do tempo de muita gente levando consigo parte do mundo que conhecemos.
Descanse em paz.
#silviosantos