Há momentos em que tudo parece fora de controle.
Impérios se levantam, sistemas se impõem, e forças humanas parecem dominar como feras indomáveis.
Daniel viu isso em visão: reinos que surgem do mar como animais, violentos, temporários, instáveis.
Mas a visão não termina nas feras.
O céu se abre.
Um tribunal é estabelecido.
O Ancião de Dias se assenta.
O juízo começa.
E então surge o centro da visão:
“Um como filho do homem, vindo com as nuvens do céu…” (Dn 7:13)
Essa imagem carrega um contraste poderoso.
Não é besta: é humano.
Não vem da terra: vem do céu.
Não conquista pela força: recebe o Reino por autoridade.
O Filho do Homem se aproxima e recebe domínio, glória e um reino eterno.
Um Reino que não passa, não se corrompe, não se perde (Dn 7:14).
Daniel está vendo algo maior do que o seu tempo.
Ele vê que a história não termina nos impérios.
Ele vê que, no fim, Deus entrega o governo do mundo a Alguém que carrega humanidade e glória divina ao mesmo tempo.
Séculos depois, Jesus ...
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