A psicanálise nos lembra de algo que a vida moderna tenta esconder o tempo todo: o amor nasce da falta.
Sim… parece paradoxal.
Mas pense comigo.
Se tudo estivesse completo, se nada faltasse, se todos os desejos fossem plenamente satisfeitos… o amor não teria para onde ir.
Não haveria busca, não haveria encontro, não haveria desejo.
Na leitura psicanalítica, especialmente em Lacan, é a falta que movimenta o desejo.
É aquilo que nos escapa que nos faz amar, buscar, construir, desejar novamente.
O problema é que o mundo atual nos vende uma fantasia perigosa:
a ideia de que precisamos estar sempre completos, sempre felizes, sempre realizados.
E nessa corrida por grandes conquistas, a gente esquece de algo fundamental:
celebrar os pequenos êxitos da vida.
Um dia que deu certo.
Uma conversa boa.
Uma reconciliação.
Um gesto simples de cuidado.
Um avanço pequeno, mas verdadeiro.
Quando a gente perde a capacidade de celebrar essas pequenas vitórias, a falta deixa de ser motor do desejo...
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