Diante de um diagnóstico de doença rara, o que entra em jogo não é só o corpo, é uma quebra na narrativa de vida. A psicanálise vai olhar para alguns pontos centrais:
1. Ruptura da identidade
O diagnóstico atinge a imagem que a pessoa tinha de si. Existe um “antes” e um “depois”. Isso pode gerar desorganização, negação, revolta ou silêncio.
2. Luto simbólico
Não é só sobre a doença. É sobre perder projetos, autonomia idealizada e expectativas. Esse luto precisa ser elaborado. Quando não é, ele aparece como paralisia, irritação ou desistência disfarçada.
3. Fantasia de controle vs. impotência
A pessoa pode oscilar entre tentar controlar tudo ou sentir que não tem controle nenhum. Nenhum dos extremos resolve. O trabalho psíquico é sustentar essa tensão.
4. Ressignificação não é automática
“Ressignificar” virou uma palavra bonita, mas na clínica ela é consequência de elaboração, não uma decisão rápida. Forçar isso cedo demais vira negação disfarçada.
5. Desejo ainda existe
Mesmo com ...
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