O Banco Central estabeleceu uma nova diretriz estratégica para o sistema financeiro: a segurança cibernética deve deixar de ser um tema restrito aos departamentos de TI para se tornar uma prioridade de governança institucional. Durante o evento Febraban Sec 2026, o regulador enfatizou que o modelo atual, onde a segurança é tratada como uma subdivisão técnica, é insuficiente diante da sofisticação das ameaças digitais. A orientação agora é que o tema suba para o nível de conselhos e diretorias, integrando proteção de dados, prevenção a fraudes e governança de inteligência artificial em um único ecossistema de resiliência corporativa. Com o Pix representando mais da metade das transações no país, a segurança digital passou a ser vista como um fator crítico para a estabilidade e a confiança de todo o sistema.
Essa mudança de patamar é baseada nas Resoluções CMN 5.274 e BCB 538, que atualizaram o marco regulatório para uma abordagem muito mais rigorosa. Agora, bancos e fintechs precisam d...
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