🔍 Até onde vai o poder de um influenciador? E o dever de quem o segue?
Em tempos de redes sociais, o termo influencer deixou de ser apenas uma função para se tornar, em muitos casos, uma forma de poder. Influenciar não é só recomendar um produto: é moldar percepções, afetar decisões, construir narrativas e até reescrever a própria realidade diante de um público fiel.
O caso de Laysa Peixoto escancara uma questão crucial: até que ponto um influenciador pode controlar a vida e as escolhas de seus seguidores? E mais: o seguidor é influenciado ou, muitas vezes, um cúmplice passivo da ilusão que consome?
A relação entre influenciador e seguidor é construída sobre confiança — muitas vezes, confiança cega. Seguidores compartilham, defendem e acreditam, mesmo diante de sinais claros de falsidade. O carisma, o storytelling e os símbolos de autoridade (jalecos, logotipos, siglas científicas) acabam legitimando qualquer narrativa — por mais frágil que ela seja.
Mas a responsabilidade não é a...
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