FOTOBIOMODULAÇÃO: O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE A TERAPIA COM LUZ VERMELHA
A Nature desta semana dedica reportagem de fôlego a um tema que migra silenciosamente da periferia científica para o centro da medicina baseada em evidências: a fotobiomodulação — o uso terapêutico de luz vermelha e infravermelha próxima, com comprimentos de onda entre 600 e 1.100 nanômetros.
O mecanismo proposto é elegante. Fótons nessa faixa espectral penetram tecidos e são absorvidos pela citocromo c oxidase, enzima-chave da cadeia de transporte de elétrons mitocondrial. O resultado é maior produção de ATP, com efeitos sobre fluxo sanguíneo, estresse oxidativo e modulação inflamatória.
As evidências consolidaram-se em nichos específicos. Uma revisão de consenso de 2025 concluiu que a terapia é segura e eficaz para neuropatia periférica, dermatite actínica aguda, determinados tipos de úlcera e alopecia androgenética. No campo que me é particularmente caro, o FDA aprovou em 2025 um dispositivo de luz vermelha pa...
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