A OMS recoloca um ponto que deveria ser óbvio, mas por muito tempo foi tratado como secundário:
a saúde das mulheres não pode continuar sendo pensada como uma adaptação tardia de modelos criados sem elas no centro.
Durante décadas, parte importante da pesquisa médica, dos protocolos clínicos e dos planos de tratamento foi construída com foco predominante no corpo masculino.
O resultado disso foi profundo.
Diagnósticos tardios.
Sintomas subestimados.
Tratamentos menos precisos.
Lacunas de evidência que afetam diretamente a qualidade do cuidado.
Isso não é apenas uma falha histórica.
É um problema estrutural de saúde pública.
Quando sistemas de saúde ignoram diferenças biológicas, sociais e clínicas entre homens e mulheres, eles não apenas reduzem a qualidade da assistência. Eles ampliam desigualdades, enfraquecem a prevenção e comprometem resultados.
Por isso, colocar as mulheres no centro da pesquisa, do diagnóstico e das decisões em saúde não é ativismo simbólico.
É rigor cien...
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