Um magistrado experiente usou o ChatGPT para fundamentar parte de uma decisão previdenciária. O texto parecia impecável, mas continha citações jurisprudenciais inexistentes, “alucinações” da IA. A decisão foi contestada, houve explicações à Corregedoria e a reputação construída em 15 anos foi abalada rapidamente.
O problema não foi usar IA, mas usá-la sem técnica.
IA não substitui análise crítica, pode inventar precedentes, não assume responsabilidade jurídica e exige protocolos rigorosos de validação.
No Judiciário, não existe uso casual de IA: ou é competente, ou é arriscado.
A solução não é abandonar a ferramenta, e sim aprender a utilizá-la com método, conhecimento especializado e segurança jurídica.
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