Mirella teve um AVC de tronco.
Um dos mais severos.
Ficou presa dentro do próprio corpo — consciente, mas sem conseguir se mover ou falar.
Os primeiros dias foram de silêncio.
Mas mesmo sem respostas motoras, o cérebro dela ainda reagia.
E foi por aí que começamos.
Entramos com neuromodulação transcraniana (TCS) pra estimular as vias motoras.
Combinamos com cinesioterapia ativa-assistida e luva robótica para criar novos padrões de movimento.
As quatro primeiras sessões foram sutis.
A quinta mudou tudo.
Um pequeno movimento, quase imperceptível, mas suficiente pra acender uma nova fase.
A partir daí, cada dado virou direção.
Evoluímos para treino de marcha robotizada no exoesqueleto.
Velocidade: 1 km/h.
Ângulo de quadril: 50°.
Ângulo de joelho: 60°.
Assistência: 80%.
Cada parâmetro calculado.
Cada ajuste, um passo.
Cada passo, um sinal de neuroplasticidade.
Hoje, Mirella sustenta o tronco com controle e participa ativamente do treino.
O que antes era impossível agora é ...
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