NEGÓCIOS: Transformar ciência em negócio é um caminho longo. Envolve anos de pesquisa, validação tecnológica, regulação e capital paciente. Para mulheres que atuam em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática – as chamadas STEM –, o percurso costuma incluir um desafio adicional: ocupar espaços ainda majoritariamente masculinos e provar constantemente sua credibilidade em ambientes altamente técnicos.
“Levei um tempo para aceitar que não era o produto o problema, mas sim o meu gênero”, conta Daniele de Mari, CEO e fundadora da Neurogram (
neurogram.br), que durante os dois primeiros anos da startup foi empreendedora solo e sentiu na pele a dificuldade de acessar capital sem um rosto masculino ao seu lado no pitch.
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