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No capítulo “O Elefante Dourado”, do livro 2041 de Kai-Fu Lee, vemos um retrato realista, e também incômodo, de como a inteligência artificial, quando guiada apenas por interesses comerciais e pela lógica dos algoritmos, pode reforçar preconceitos e distorções sociais. A história se passa na Índia e mostra como sistemas de IA são capazes de manipular emoções humanas, criar bolhas e estimular comportamentos viciantes, além de reforçarem vieses da sociedade que os criou. Mais do que uma ficção sobre o futuro, Kai-Fu Lee faz um alerta para o presente, mostrando a importância de discutirmos o papel da ética e da responsabilidade na criação dessas tecnologias. Acredito que em um futuro próximo, os engenheiros que trabalham e produzem a inteligência artificial que os consumidores usam no B2C vão ter que fazer um juramento, assim como acontece com os médicos, para garantir que a IA não repita distorções que observamos na nossa sociedade, e assim, ajude a construir um mundo melhor para todo...

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