Ontem ele estava aqui. Hoje… virou memória.
A partida repentina de Silvio Matos nos confronta com uma verdade que evitamos encarar: a vida não negocia. Ela não pede licença, não consulta nossos afetos, não respeita nossos planos. Ela simplesmente segue… levando consigo pedaços de nós.
Logo ele — que fazia rir, pensar, refletir. Um homem cuja voz ecoava leveza, mas carregava profundidade. Sua ausência agora prega mais alto do que muitas de suas palavras.
A vida é assim: hoje você respira, planeja, abraça. Hoje há som, há riso, há presença.
Mas amanhã… pode ser silêncio. Pode ser o eco da saudade preenchendo espaços que antes eram ocupados por alguém insubstituível.
E a teologia da morte nos ensina algo desconfortável, porém necessário: não controlamos o tempo — apenas o modo como o vivemos.
“Ensina-nos a contar os nossos dias”, escreveu o salmista. Não para vivermos com medo, mas com propósito.
Porque no fim, não será sobre quantos anos acumulamos…
Será sobre o que fizemos com el...
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