Entre o Hosana e a Cruz: a Fé que Não se Curva à Multidão
E se aqueles que hoje te aplaudem forem os mesmos que amanhã pedirão sua queda?
A semana da paixão começa com palmas, mantos estendidos e gritos de “Hosana!”. Jesus entra em Jerusalém montado em um jumentinho, não como um conquistador político, mas como um Rei de propósito eterno. A multidão celebra, mas não compreende. Eles esperavam um libertador que rompesse correntes externas, enquanto Deus estava prestes a quebrar as cadeias internas do pecado.
Dias depois, a mesma cidade ecoa outro som: “Crucifica-o!”. O coro mudou, mas o coração da multidão permaneceu o mesmo — volúvel, raso, guiado por expectativas frustradas. O problema nunca foi o volume da voz, mas a ausência de revelação.
A fé cristã nos ensina algo desconfortável: nem todo aplauso vem de Deus, e nem toda rejeição significa ausência dEle. Jesus não se deixou embriagar pelo “Hosana”, nem se desviar pelo “Crucifica-o”. Ele permaneceu fiel ao propósito.
Vivemos dia...
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