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No Zoológico de Ishikawa, um pequeno macaco Punch protagonizou uma cena que ultrapassou as grades do cativeiro e alcançou o coração do mundo. Rejeitado pela própria mãe, ele foi visto abraçado a um bicho de pelúcia, como se naquele algodão costurado pudesse encontrar o calor que lhe fora negado. Seus braços pequenos apertavam o brinquedo com a urgência de quem tenta sobreviver à ausência. Esse filhote nos revela algo profundamente humano: quando o afeto nos falta, improvisamos substitutos. Alguns abraçam pelúcias emocionais — relacionamentos rasos, ativismos barulhentos, religiosidades mecânicas, rotinas frenéticas. Tentamos preencher com coisas o que só pode ser curado por alguém. O problema não é o “bicho de pelúcia” em si; é acreditar que ele respira. Quantos de nós, rejeitados em algum momento da vida, passamos a negociar com simulacros? Construímos fortalezas de desempenho, máscaras de espiritualidade, agendas lotadas de compromissos “para Deus”, enquanto o coração continua órf...

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