Há um tipo de tristeza que não nasce do ataque do inimigo, mas do silêncio da consciência. Não é a perseguição que mais enfraquece a Igreja — é a deserção interna. É quando percebemos que, no meio do rebanho, existem alguns que sobem ao púlpito com Bíblia na mão, mas com o coração passeando pelo mundo.
Paulo conheceu isso. Não em teoria, mas em dor. Quando escreveu: “Demas me desamparou, amando o presente século”, ele não estava descrevendo um ateu militante. Ele estava falando de alguém que caminhou com ele, ouviu as pregações, viu lágrimas, milagres e prisões… e mesmo assim preferiu o brilho do agora à glória do eterno.
O mais assustador é que Demas não saiu por ódio à fé. Saiu por amor ao mundo. E esse amor é sorrateiro: começa como “equilíbrio”, vira “contextualização”, depois se veste de “maturidade”, até que, um dia, o pastor já não confronta mais o pecado — ele o justifica. Já não chama a Igreja para santificação — ele chama para aceitação irrestrita. Já não prega arrependimen...
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