Jesus e a Redenção da Nossa Precipitação
Há uma pressa que nasce do zelo — mas termina em violência. Foi assim quando os discípulos, inflamados pela rejeição samaritana, pediram autorização para invocar juízo imediato. A cena registrada em Lucas 9 revela um coração humano que confunde paixão com propósito. E ali está João, o futuro apóstolo do amor, sugerindo fogo do céu.
Mas Jesus não aplaude o excesso. Ele corrige.
A doçura de Cristo não é fraqueza; é soberania com ternura. Ele não expõe seus discípulos ao ridículo público, nem os descarta por imaturidade. Ele os repreende — e os mantém por perto. O mesmo João que quis destruir samaritanos seria o homem que escreveria sobre amor perfeito. Isso é redenção da precipitação.
Pedro também tentou “ajudar” Jesus. Sacou a espada no Getsêmani, acreditando estar defendendo o Messias. Outra vez, a pressa. Outra vez, a correção. Jesus toca a orelha ferida, restaura o inimigo e ensina ao amigo: o Reino não avança no ritmo da nossa ansiedade.
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