Há notícias que chegam como terremotos. Um telefonema na madrugada. Um laudo médico com palavras técnicas demais e esperança de menos. Um diagnóstico de doença crônica que parece redefinir o futuro. Nessas horas, muitos se rendem não apenas à enfermidade, mas ao desespero. A dor deixa de ser circunstância e passa a ser identidade.
Mas há um outro caminho — o da fé resiliente.
A Escritura nos apresenta homens e mulheres que não negaram a dor, mas também não permitiram que ela tivesse a última palavra. Pense em Livro de Jó: um homem que perdeu bens, filhos e saúde, e ainda assim declarou que seu Redentor vivia. Jó não romantizou o sofrimento; ele chorou, questionou, silenciou. Contudo, sua fé não foi construída sobre respostas fáceis, mas sobre a convicção de quem Deus era.
Ou lembremos da mulher que sofria há doze anos com uma hemorragia, narrada no Evangelho de Marcos. Excluída socialmente, financeiramente esgotada, fisicamente fraca — ela poderia ter se resignado. Mas decidiu trans...
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