📖 “Te louvo porque de um modo maravilhoso tu me formastes…” (Sl 139)
Há um tipo de silêncio que não é vazio: é reverência.
É o silêncio que nasce quando lemos o Salmo 139 e percebemos que Davi não está apenas fazendo poesia — ele está tentando colocar em palavras o espanto de existir.
“Te louvo porque de um modo maravilhoso tu me formastes.”
Ele não diz: “eu me entendo”. Ele diz: “eu me admiro… e isso me leva a Deus”.
Porque quanto mais a ciência avança, mais o homem deveria se ajoelhar.
Pense, por exemplo, na cinesina — essa pequena “criatura” molecular, quase invisĂvel, caminhando incansavelmente dentro dos neurĂ´nios. Ela nĂŁo corre. Ela nĂŁo tropeça. Ela nĂŁo se distrai. Ela anda por trilhas internas como um mensageiro fiel, carregando cargas essenciais, levando informações vitais, sustentando o que chamamos de mente, memĂłria, consciĂŞncia.
É como se dentro de nós houvesse uma cidade inteira funcionando sem barulho, sem greve, sem falhas aparentes — e nós chamamos isso de “normal”.
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