O Sangue que Ainda Grita: 21 Testemunhas na Areia
Há feridas que o tempo não cicatriza; há gritos que as marés não conseguem apagar. Em 15 de fevereiro de 2015, o mundo assistiu — ou fingiu assistir — a uma das mais cruéis provas de ódio religioso: vinte egípcios e um ganês, trabalhadores simples, presos por sua fé, tornaram-se mártires numa praia da Líbia. O vídeo que pretendeu silenciar sua fé chamou-se “Uma Mensagem Assinada com Sangue”. Em vez de silenciar, tornou-os sinal.
Não falamos aqui da morbidez dos algozes, mas da santidade dos homens que preferiram a morte à renúncia. Eles recusaram negar o Nome; entregaram a vida como testemunho. Suas histórias — reconhecidas hoje como santas pelas Igrejas copta e católica — nos confrontam com uma pergunta urgente: por que o mundo muitas vezes finge não ouvir o clamor dos inocentes? Onde estava a pressa das vozes públicas quando cristãos eram decapitados, e onde está agora a memória ativa daqueles que padeceram?
A Escritura lembra-nos ...
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